Mães encontram acolhimento no Mãe Caçadorense para desafios da maternidade
“É um amor muito grande, ser a fonte de alimento para seu filho. Ver seu bebê de barriga cheia, ver que parou de chorar e encontrou um refúgio em nós, faz valer a pena todo esforço”, quem afirma é a pedagoga Sara Sena, de 32 anos, mãe dos pequenos Caleb, de 2 anos, e Ester, de 40 dias.
Durante as gestações, Sara realizou acompanhamento pré-natal pelo programa Mãe Caçadorense, após ser encaminhada pela Atenção Primária à Saúde de Caçador. Quando seus filhos nasceram, foi lá onde encontrou orientações e acolhimento para os desafios únicos da maternidade, como a amamentação.
Na primeira semana após dar à luz a Caleb, em 2024, Sara insistiu na amamentação. Mas seu filho não ganhou peso e ainda ficou um período internado para tomar banho de luz, também conhecido como fototerapia, para quebrar o excesso de bilirrubina no sangue do bebê, eliminando a cor amarelada da pele. O tratamento o deixava muito sonolento para mamar e Sara buscou orientação na Mãe Caçadorense.
“A orientação me tranquilizou. Fiz perguntas e obtive respostas, me demonstraram métodos diferentes até eu encontrar um que funcionava para meu filho”, explica.
A solução foi entregue pela enfermeira do Mãe Caçadorense, Aires Roberta Brandalise. Em mais de uma ocasião, a profissional esclareceu dúvidas e a tranquilizou. Segundo a enfermeira, a amamentação requer dedicação para superar desafios, como fissuras, cólicas e outros desconfortos.
Na segunda gestação, Sara recebeu a mesma atenção dedicada. Ester, diferente do irmão, é um bebê mais tranquilo e amamentar ainda permanece um momento que a emociona.
“Para gestantes e para mães em puerpério, a Saúde em Caçador é exemplar”, afirma.
Dia da Amamentação
Neste sábado (01/8), comemora-se o Dia Mundial do Aleitamento Materno que marca o início da Semana Mundial e do mês de conscientização conhecido como Agosto Dourado. A data foi criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação pró-Amamentação (WABA) junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a enfermeira do Mãe Caçadorense, Aires Roberta Brandalise, a amamentação é uma ciência. “A amamentação aumenta a imunidade do bebê e cria um vínculo muito importante entre mãe e filho”, declara.
Segundo a enfermeira, cada mãe passa por desafios específicos e é essencial estudar o processo durante a gravidez. “Assim, com esse preparo, é possível amenizar a ansiedade e a preocupação quando o bebê não pega de primeira”, explica.
Essas informações estão disponíveis nas unidades básicas de saúde, consideradas a porta de entrada para as gestantes. O encaminhamento à Mãe Caçadorense é feito conforme avaliação profissional.
Além do preparo prévio, outras recomendações incluem analisar a posição que o bebê prefere e adquirir uma rosquinha de amamentação para proteger contra o atrito nos mamilos.
A enfermeira Aires destaca também que o uso de outras ferramentas sem indicação de profissional pode prejudicar todo o processo. “A avaliação é essencial para descobrir o método adequado para aquela mãe”, explica.

