Centro de Referência da Assistência Social de Caçador fortalece vínculos na terceira idade
“Para mim é um alívio. Eu me sinto em casa, somos todos uma família aqui. Quando um não vem, sempre sentimos falta”, é o que conta a aposentada Doraci Silva Marcolla, de 71 anos, sobre os encontros semanais para a terceira idade organizados pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Caçador.
Os grupos fazem parte do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), desenvolvido pela Política de Assistência Social, com o objetivo de evitar o isolamento da população já na terceira idade. Doraci é uma entre os 30 idosos que se reúnem toda segunda-feira, no CRAS Central. Para ela, é um momento de recreação, diálogo e aprendizado. De acordo com o gerente do CRAS, Lucas Alan Burlin, os encontros promovem a convivência comunitária.
“Além disso, fortalecem vínculos sociais e familiares, previnem situações de isolamento e vulnerabilidade e contribuem para a qualidade de vida dos participantes”, destaca.
Nesse mês de junho, os encontros foram dedicados à temas relacionados à campanha do junho violeta, que conscientiza e previne a violência contra a pessoa idosa. Para a professora e monitora dos grupos, Marines Motta Proencio, as atividades trabalham temas como envelhecimento saudável, direitos da pessoa idosa, autoestima e autonomia.
“Trabalhamos rodas de conversa sobre prevenção da violência, como reconhecer abuso e manter autonomia. Hoje, também houve um momento de reflexão, com músicas que retratam a figura do idoso para eles expressarem suas opiniões e pensamentos. Couro de Boi do cantor Sérgio Reis, por exemplo”, explica.



Assistência a quem precisa
O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Caçador é uma unidade pública que oferece apoio e auxílio para pessoas que têm seus direitos violados. Diferente do CRAS, que trabalha principalmente com a prevenção, o CREAS entra em cena após a violação.
Os atendimentos incluem situações de vulnerabilidade social como abandono, negligência, violência e exploração, de crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e pessoas idosas. Nesse mês de junho, também em alusão ao junho violeta, o CREAS organizou um encontro inédito para expôr informações sobre a prevenção da violência com a pessoa idosa. Foram 30 idosos presentes, todos atendidos pelo centro.
“O objetivo é ajudar essas pessoas a reconhecerem a violência. Além de oferecer aos cuidadores um momento de reflexão, convívio e diálogo entre pessoas que vivem a mesma realidade”, explica a assistente social do CREAS, Ana Paula de Castilha Souza.
A aposentada Edite Rocha, de 74 anos, frequenta o CREAS há oito meses. A idosa mora sozinha e enfrenta dificuldades na organização e uso de seus medicamentos, além de ficar sozinha com frequência. Por isso, considera o auxílio prático e o acolhimento do CREAS tão importante.
Edite esteve presente no encontro e apreciou a oportunidade de aprender mais sobre a campanha. “É minha primeira vez participando, e é muito importante para ajudar a perceber uma situação de risco e conversar com outras pessoas como você”, explica.
Já para o casal de aposentados Eliana Bueno e Antonio Valmir de Almeida, ambos de 60 anos, é uma oportunidade de entender melhor o cuidado à pessoa idosa. “É importante para aprender como tratar os idosos, principalmente para entender o que se deve e não deve fazer”, explica Antonio.



Grupo de idosos do CRAS
Os grupos de idosos acontecem nos três centros de referência de Caçador. São dois grupos no CRAS Central, que se reúnem segunda e na sexta-feira à tarde, das 14h às 15h30. No CRAS Martello os grupos acontecem na quarta e quinta-feira, também, das 14h às 15h30. Já no CRAS Norte, acontecem na terça-feira de tarde, das 14h às 15h30, e na quinta-feira de manhã, das 9h às 10h30. Os idosos são encaminhados ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos conforme avaliação.
São realizadas rodas de conversa, palestras, dinâmicas em grupo, atividades de integração, momentos de socialização e passeios, proporcionando espaços de convivência, troca de experiências e valorização das histórias de vida de cada participante.

