Cinco fatos curiosos sobre a Festa da Fogueira e do Quentão para aguardar o sábado

Do jeito que conhecemos, seguindo os mesmos moldes das festas do município, a Festa da Fogueira e do Quentão já tem quase uma década. Mas a tradição é antiga, e ao longo das suas 36 edições, se tornou uma das mais emblemáticas confraternizações de Caçador.

É hora de conhecer um pouco mais sobre a Festa da Fogueira e do Quentão, que atrai visitantes de Caçador e região para viver o melhor do nosso inverno. Confira abaixo cinco fatos curiosos sobre esse momento tão tradicional que conquistou o coração dos caçadorenses. 

1. Quantas gerações já viveram a Festa da Fogueira e do Quentão em Caçador?

O evento começou por volta de 1982, com um acampamento e uma fogueira improvisada ao lado do Tiro de Guerra. Ainda nos seus primeiros anos, a festa passou a ser uma responsabilidade da recém criada “Associação de Reservistas Duque de Caxias”, com o apoio da administração municipal. Eram os reservistas, inclusive, quem montavam o maior símbolo da festa: a fogueira. 

É possível que gerações inteiras tenham vivido esse momento e até hoje, o compartilhem com filhos e netos. Nada mais caçadorense do que viver a história com quem se ama, afirma o coordenador da Defesa Civil e reservista, Sérgio Eloy Bisotto.

“É uma festa que nasceu da união da comunidade e continua assim até hoje. Aproveitar um momento de integração e festividade, ver o acendimento da fogueira, tomar um quentão, assistir o show… Tudo isso virou mais que tradição. Passou a fazer parte da essência caçadorense”, relembra.

2. Do Parque das Araucárias ao centro da cidade

Quando ainda era um evento privado, realizado pela Associação, as primeiras edições aconteciam no espaço ao lado do Tiro de Guerra, mas logo a festa passou a ser um evento público, atraindo mais pessoas. Por isso, foi necessário escolher outro local. O próximo local a sediar a Festa da Fogueira foi a área onde hoje é o Parque Central e o Museu do Contestado.

Mas o público era tanto que outra mudança foi necessária: dessa vez, para o Parque das Araucárias. A maioria dos caçadorenses lembra dessa festa acontecendo lá. Nessa época, a administração apoiava a festa e colaborava com os shows de fogos de artifício. Hoje em dia, a festa acontece no Parque Central José Rossi Adami.

3. Todas as edições eram solidárias

Ações solidárias eram parte da tradição junina.  À princípio, alguns shows que aconteciam na Festa da Fogueira eram pagos. Com o dinheiro arrecadado, a Associação de Reservistas escolhia ações para ajudar a população mais vulnerável. Alguns anos, a compra de cestas básicas era realizada, outros, a arrecadação de agasalhos para enfrentar o frio. Confira nas fotos.

4. A maior fogueira de São João do Brasil?

Na edição de 1996, Caçador decidiu se desafiar: nossa festa teria a maior fogueira de São João do Brasil! Não em altura, mas em estrutura. Aquele ano, a base de madeira tinha 5 metros quadrados e 30 metros de altura. Até hoje, é a maior já feita para a festa. 

Uma curiosidade extra… Quase passamos uma edição da festa sem fogueira, quando alguém decidiu acendê-la um dia antes. Mas no fim, deu tudo certo. A estrutura foi recuperada e o evento aconteceu normalmente.

5. São João, São José, São Pedro e Santo Antônio

Não é novidade, mas a Festa da Fogueira começou como uma tradicional celebração junina. No Brasil inteiro, os meses de junho e junho são dedicados às festas que, na tradição católica, celebram São João, São José, São Pedro e Santo Antônio.

Era um dia inteiro com atividades e apresentações para homenagear a vida caipira. Os mais corajosos e devotos caminhavam sobre a brasa, uma antiga prática para testar a fé. O concurso de quadrilha e o casamento caipira animavam o público, enquanto os espectadores aproveitavam comidas típicas, como o pinhão e o quentão, que até hoje é atração no evento. 

Nos vemos no sábado! 

Já na sua 36ª edição, esse ano a Festa da Fogueira e do Quentão acontece no próximo sábado (11/7) e mantém o padrão das edições anteriores. O evento terá praça de alimentação e apresentação dos alunos da rede municipal de ensino e de diversos artistas locais. Além disso, a programação inclui o festival da canção, promovido pela Rádio Caçanjurê e show nacional de graça. O fim da noite ainda inclui o momento mais esperado da festa, quando os caçadorenses se reúnem ao redor da fogueira acessa.